quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Livros bonitos 3

Andas a ver se nos picas, não é? Pois também tenho livros bonitos, mas como disse no meu comentário ao primeiro post sobre o tema, não fui eu que os comprei. Só não me importo de gastar muito dinheiro com livros de culinária bonitos. Desses tenho uma colecção enorme e variada e privilegio os que têm as fotografias mais bonitas.

Na senda de livros bonitos, tenho um que de que gosto muito, que foi oferecido, que é a Mensagem de Fernando Pessoa. É das Edições Asa, de 1991.  Já é antigo, mas as suas fotografias (de Jorge Barros) são tranquilas e pequenos retratos de Portugal. O livro tem tradução em inglês, francês, japonês e alemão.

Encerra com o "Nevoeiro":

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que fogo-fatuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ancia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!"

Lindo, Pessoa no seu melhor e Portugal no seu pior retrato, espero que os alemães não percebam esta parte senão ainda nos invadem :)

Livros bonitos 2


As ilustrações de Roberto Innocenti são muito, muito bonitas, com cores lindas e luz quente. Têm sempre imensa profundidade e promenores que merecem atenção.  
Este livro, narrado na primeira pessoa pelo próprio Roberto Innocenti, é um elogio à leitura e às personagens de ficção de várias histórias. Neste hotel estão hospedados Saint- Exupéry, a pequena Sereia, o inspector Maigret e Huckleberry Finn, entre outros. Mistura alusões a obras, autores e personagens, cruza a ficção com o real,  e o autor \ ilustrador é transformado em personagem que parte em busca da imaginação desaparecida. 
A ler \ ver \ apreciar várias vezes para assimilar tudo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Livros bonitos


Nem só de letras se fazem os bons livros. 
Este de Jean-Claude Gautrand reúne fotografias lindas de Paris dos séculos XIX e XX. Tem piada ver como a maior parte das ruas continuam iguais...

Paris Mon Amour

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Livro que estamos a ler...


A Tarde Azul

"Corre o ano de 1936 quando, em Los Angeles, Kay Fischer, recentemente divorciada, luta para fazer avançar a sua carreira de arquitecta. Surge entretanto na sua vida uma pessoa que a deixa confusa e, ao mesmo tempo, curiosa. Salvador Carriscant persegue-a, diz-lhe que é seu pai e pede-lhe ajuda para resolver uma série de assassinatos ocorridos há mais de 20 anos, durante um período muito conturbado em que as Filipinas estavam em guerra com os Estados Unidos e onde Carriscant trabalhava como cirurgião. Intrigada Kay acaba por decidir acompanhá-lo até Lisboa para conhecer melhor a sua história."

A sinopse foi retirada de www.pt.shvoong.com

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Janeiro já está

O nosso jantarinho já passou, foi muito fixe, mais uma vez. O Lucca estava um pouco barulhento e fumarento, mas a conversa foi divertida. O livro é do William Boyd e chama-se "A tarde azul". Vamos a ele?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Politiquices (e livros) à parte...

... acho que temos a obrigação de tentar seguir a tomada de posse do Obama. 
No site da Sky News e da CNN têm ligações em directo e estão completamente em êxtase. 
Têm razões para isso :) 
Começa amanhã por volta das 10.30h.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Porque é que nasceu o clube?

Tem razão a Annie Hall, tantos dias sem escrever não condiz com um clube de livros. Lembrei-me, por isso, de explicar a "todo" o mundo porque é que me lembrei deste projecto. A Raquel hoje aconselhava-me a ver o filme "Jane Austen's book club". Esse filme, de que gostei imenso, foi justamente o ponto de partida para o clube.
Tenho pena de não conhecer a Jane Austen tão bem como as personagens do filme, mas fiquei mesmo com vontade de dar continuidade ao projecto que iniciaram. Andei quase um ano a melgar a Paula, que andava muito ocupada com a vida :) E, finalmente, lá montámos um esquema simpático, uma reunião mensal, ao jantar, geralmente às quintas-feiras, para conversar sobre a vida, os livros e a crise...
Depois também há a Oprah, de quem sou fã desde que a vi há anos e anos. O programa dela tem um clube de livros e eu adoro essa parte gregária de conversar com as pessoas e de apostar nas amizades que já temos ou em criar novas. A trabalhar a partir de casa isso é mais ou menos complicado, por isso, essa foi a minha segunda justificação.
A terceira: os putos. Adoro-os, mas ao fim de um tempo preciso de falar com adultos que não estejam a passar pela fase dos porquês, que não sejam egocêntricos e que já tenham resolvido as suas dúvidas existenciais com o infinito. Ou isso ou que não tenham muito ranho e que não insistam em assoar-se à mesa ou em dar bufas e rirem-se a seguir. Adultos.

P.s. - Também vi uma vez uma reportagem sobre um grupo de amigas que decidiu tomar controlo das suas finanças, têm um nome lindo, são as smart cookies, e apoiam-se nas questões financeiras. Ao mesmo tempo, encontram-se, conversam e tornam-se mais amigas. O que é que pode haver melhor? Ainda outro clube que gostava de criar: o de trocar roupas e acessórios. Este tem de ser em casa, cada uma traz roupas ou acessórios que já não use (porque está farta, porque não serve... whatever), faz-se uma exposição e trocam-se peças por peças das outras pessoas. Toda a gente sai a ganhar: espaço no roupeiro e roupas novas.

Na mesa de cabeceira

Pelo Mundo Fora "Greenie Duquette distribui a sua energia apaixonada entre a padaria que possui em Greenwich Village e o filho de quatro anos, George. O marido, Alan, parece estar afundado numa depressão da meia-idade enquanto Walter, o seu colega de profissão mais chegado, sofre de um desgosto de amor. É exactamente no restaurante de Walter que o governador do Novo México, que está de visita, prova o bolo de coco de Greenie e decide persuadi-la a sair da cidade para ser sua chef. Por razões que vão da ambição ao desespero, ela aceita – e mete-se a caminho para oeste, sem o marido. Esta decisão impulsiva, assim como vários acontecimentos fora do seu controlo, vão mudar o curso da vida de algumas pessoas em redor de Greenie." 
É o que diz a contra-capa. A experimentar e depois logo conto novidades. Foi a sugestão da nossa sócia convidada Annie Hall.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Panic not


Panic not my dear, as livrarias estão cheias de livros giros. Entrei agora no Philip Roth, tem uma dose de private jokes dedicadas a quem leu toda a sua obra anterior, mas está muito bem construído. Passa-se em parte em Nova Iorque, o que, só por isso, é apelativo para mim.

É muito contemporâneo, é muito masculino, fala de envelhecimento e de solidão e de desespero por "ter" gente. Apesar disso, estou a gostar, penso muitas vezes nas coisas em que ele pensa e já lá encontrei duas ou três considerações de génio, daquelas que tens de ler duas ou três vezes para apreender todo o significado.

No entanto, não sei se o posso indicar como "o" livro para o exigente clube de livros e suas leitoras, mas se estás cheia de vontade de ler qualquer coisa pega neste numa livraria, há uma bem fixe ao pé de tua casa, e vê o que achas.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sabemos que precisamos (urgentemente) de escolher um livro quando...


... vibramos com a nova revista do Ruca só porque vem com autocolantes em miniatura...
Socorro!! Escolham lá o próximo livro!!



sábado, 3 de janeiro de 2009

Sugestão? - Uma Villa em Itália

É um livro de férias de verão.



Cativante e levezinho, conta a história de quatro pessoas que aparentemente não têm nada em comum, mas que têm o nome no testamento de uma mulher que não conhecem. As quatro personagens encontram-se na Villa e aos poucos as histórias de cada uma são desvendadas, sendo bem mais interessantes do que prometiam à partida.
É um mistério apelativo que se passa na paisagem mediterrânica da Itália à beira-mar, com frescos desbotados, jardins exuberantes e a magnífica torre medieval da Villa. 
Se quiserem pode ser a sugestão para o próximo livro do clube. Eu já li, mas não há problema. Além disso, é um livro que se lê bastante depressa, porque às tantas a curiosidade é muita!