... E, na página 35, uma dúvida existencial.
Diz o curandeiro para Liz: " Preocupas-te demasiado. Deixas-te sempre levar pela emoção e pelos nervos".
Não é isso a essência de ser mulher? As mulheres não são todas assim?
domingo, 9 de novembro de 2008
Amor à primeira
Espero que nenhuma das sócias se farte de me ouvir, mas há alturas em que precisamos mesmo de qualquer coisa para dar energia à nossa vida. Pode ser uma música, acontece-me muito, pode ser um sumo de laranja, é poderoso, pode ser um livro... O que quiserem.
E, como na vida e no amor, para ler um livro e para gostar de o fazer, há um momento em que nos deixamos enrolar, em que percebemos que aquele livro foi feito para ser lido por nós. Como quando percebemos que há um homem que é o homem da nossa vida.
Fiquei apanhada pelo livro que estamos a ler na página 21. Tenho um problema com a gestão de expectativas. Se me dizem que uma coisa é muito boa, elevo a barreira e às vezes é mais difícil gostar tanto como esperava gostar. E, por isso, vou desconfiada, de sobrolho carregado, até ao momento em que descruzo os braços e me entrego, satisfeita, à leitura.
A frase, já não sei quem disse, penso que uma amiga ou a irmã de Liz.
"Ter um bebé é como fazer uma tatuagem no rosto. É preciso ter a certeza que é isso que se quer antes de a fazer."
É engraçado porque desde sempre que sei que queria esta "tatuagem".
E, como na vida e no amor, para ler um livro e para gostar de o fazer, há um momento em que nos deixamos enrolar, em que percebemos que aquele livro foi feito para ser lido por nós. Como quando percebemos que há um homem que é o homem da nossa vida.
Fiquei apanhada pelo livro que estamos a ler na página 21. Tenho um problema com a gestão de expectativas. Se me dizem que uma coisa é muito boa, elevo a barreira e às vezes é mais difícil gostar tanto como esperava gostar. E, por isso, vou desconfiada, de sobrolho carregado, até ao momento em que descruzo os braços e me entrego, satisfeita, à leitura.
A frase, já não sei quem disse, penso que uma amiga ou a irmã de Liz.
"Ter um bebé é como fazer uma tatuagem no rosto. É preciso ter a certeza que é isso que se quer antes de a fazer."
É engraçado porque desde sempre que sei que queria esta "tatuagem".
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Palavras bonitas
Ainda estou no início do livro (em Itália), mas já me identifiquei com a Liz: adoro italiano, sempre foi a minha lingua preferida. Também já quis ter aulas de italiano só porque sim, só porque é bonito. Tive respostas do mesmo género "o espanhol é mais util", "e porque não o francês?", "mas o que vais fazer com o italiano?", lá está: nada. É só porque é agradável de ouvir e falar.
Há uns tempos fui visitar uma amiga a Milão e os "ciao bella" que ouvíamos na rua eram sempre uma festinha no ego. Quem é que não gosta de ouvir um piropo bem disposto e galanteador?
A minha lua-de-mel foi passada em Itália e sempre que sabiam que eramos recém-casados, respondiam com um sorriso derretido e romântico: "auguri!" (os homens geralmente davam umas palmadinhas nas costas do F.)
A origem do italiano feita pela Liz é surpreendente e a ser verdade, é um luxo e explica muita coisa.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Um viva esquecido (2)
Mais um viva esquecido, para a observadora e outsider amiga Annie Hall, que mais visivelmente neste blogue nos tem mostrado o seu apreço e consideração. Sempre atenta e divertida, são dela grande parte dos comentários que aqui podemos ler. Se quiser, também poderemos fazê-la sócia honorária e enviar-lhe as actas das nossas reuniões :)
Um viva esquecido
Um viva esquecido para o observador amigo André, que mesmo sem conhecer as nossas capacidades organizativas, literárias e de produção de posts nos pôs entre os seus cinco blogues favoritos. Assim é que é André. Qualquer dia propomos-te para sócio honorário, com direito a receber as actas das reuniões e tudo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Assim é que devia ser
Olha como nós podíamos fazer o nosso clube de livros, assim numa salinha com ar de biblioteca, com vinho e com tartes caseiras e assim, sei lá, sentadinhas em sofás com um ar super desconfortável. E com queijo.
Acho piada à miúda do cabelo encaracolado que não quer silêncio na vida dela mas que anota todos os dias cinco coisas boas que lhe aconteceram. Já tentei, mas esqueço-me sempre. Da mesma maneira que me esqueço de tirar fotografias aos pés e às mãos dos meus filhos, que vão crescer e que nunca mais vão ser assim, pequeninos e amorosas.
Acho piada à miúda do cabelo encaracolado que não quer silêncio na vida dela mas que anota todos os dias cinco coisas boas que lhe aconteceram. Já tentei, mas esqueço-me sempre. Da mesma maneira que me esqueço de tirar fotografias aos pés e às mãos dos meus filhos, que vão crescer e que nunca mais vão ser assim, pequeninos e amorosas.
A-ha ainda bem que já compraste o livro!
Sua indolente...
Mas, por acaso, o livro não é uma recomendação do Clube de Livros da Oprah, foi recomendado no próprio do progama. Curiosamente, montes das sócias do nosso clube viram esse programa. Eu acho que fui a única que não o vi. Sabem? É que a minha vida tem coisas mais emocionantes do que ver a Oprah... Como ver o CSI - de que, por acaso também, já estou um pouco farta.
Adiante. Já que estamos a falar sobre a Oprah e porque nos EUA estes clubes estão muito na moda, as editoras lá estão a organizar guiões para orientar as reuniões, que imprimem nas capas dos livros - não são simpáticos? É claro que as perguntas às vezes são um pouco básicas, mas basta para serem um ponto de partida.
A editora do nosso livro nos EUA escolheu, entre outros, estes temas:
- Gilbert writes that “the appreciation of pleasure can be the anchor of humanity,” making the argument that America [e a Europa também] is “an entertainment-seeking nation, not necessarily a pleasure-seeking one.” Is this a fair assessment?
- After imagining a petition to God for divorce, an exhausted Gilbert answers her phone to news that her husband has finally signed. During a moment of quietude before a Roman fountain, she opens her Louise Glück collection to a verse about a fountain, one reminiscent of the Balinese medicine man’s drawing. After struggling to master a 182-verse daily prayer, she succeeds by focusing on her nephew, who suddenly is free from nightmares. Do these incidents of fortuitous timing signal fate? Cosmic unity? Coincidence?
- Do you think people are more open to new experiences when they travel? And why?
- Abstinence in Italy seems extreme, but necessary, for a woman who has repeatedly moved from one man’s arms to another’s. After all, it’s only after Gilbert has found herself that she can share herself fully in love. What does this say about her earlier relationships?
- Sitting in an outdoor café in Rome, Gilbert’s friend declares that every city—and every person—has a word. Rome’s is “sex,” the Vatican’s “power”; Gilbert declares New York’s to be “achieve,” but only later stumbles upon her own word, antevasin, Sanskrit for “one who lives at the border.” What is your word? Is it possible to choose a word that retains its truth for a lifetime?
Já dá muito que pensar. Adorava poder ser eu a fazer isto quando a moda pegar cá por Portugal. É preciso ler os livros com calma e pensar, também com calma, no que eles transmitem e nas discussões que podem despoletar nos leitores. É lindo!
Mas, por acaso, o livro não é uma recomendação do Clube de Livros da Oprah, foi recomendado no próprio do progama. Curiosamente, montes das sócias do nosso clube viram esse programa. Eu acho que fui a única que não o vi. Sabem? É que a minha vida tem coisas mais emocionantes do que ver a Oprah... Como ver o CSI - de que, por acaso também, já estou um pouco farta.
Adiante. Já que estamos a falar sobre a Oprah e porque nos EUA estes clubes estão muito na moda, as editoras lá estão a organizar guiões para orientar as reuniões, que imprimem nas capas dos livros - não são simpáticos? É claro que as perguntas às vezes são um pouco básicas, mas basta para serem um ponto de partida.
A editora do nosso livro nos EUA escolheu, entre outros, estes temas:
- Gilbert writes that “the appreciation of pleasure can be the anchor of humanity,” making the argument that America [e a Europa também] is “an entertainment-seeking nation, not necessarily a pleasure-seeking one.” Is this a fair assessment?
- After imagining a petition to God for divorce, an exhausted Gilbert answers her phone to news that her husband has finally signed. During a moment of quietude before a Roman fountain, she opens her Louise Glück collection to a verse about a fountain, one reminiscent of the Balinese medicine man’s drawing. After struggling to master a 182-verse daily prayer, she succeeds by focusing on her nephew, who suddenly is free from nightmares. Do these incidents of fortuitous timing signal fate? Cosmic unity? Coincidence?
- Do you think people are more open to new experiences when they travel? And why?
- Abstinence in Italy seems extreme, but necessary, for a woman who has repeatedly moved from one man’s arms to another’s. After all, it’s only after Gilbert has found herself that she can share herself fully in love. What does this say about her earlier relationships?
- Sitting in an outdoor café in Rome, Gilbert’s friend declares that every city—and every person—has a word. Rome’s is “sex,” the Vatican’s “power”; Gilbert declares New York’s to be “achieve,” but only later stumbles upon her own word, antevasin, Sanskrit for “one who lives at the border.” What is your word? Is it possible to choose a word that retains its truth for a lifetime?
Já dá muito que pensar. Adorava poder ser eu a fazer isto quando a moda pegar cá por Portugal. É preciso ler os livros com calma e pensar, também com calma, no que eles transmitem e nas discussões que podem despoletar nos leitores. É lindo!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
AH-A
Claro que já sabiam que o livro da Elizabeth Gilbert é uma das sugestões do clube de livros da Oprah? Eu não. Quer dizer, vi agora, que já tenho o livro. E ao ver a foto da Liz lembrei-me que até vi o episódio da Oprah sobre o livro.
Todo o programa é sobre os "Ah-A moments" da Liz (um momento "Ah-A" é quando alguém tem uma revelação fantástica, bate com mão na testa e diz (ou pensa) "Ah-A! Como é que ainda não tinha visto isto antes?"), que são a base e a razão de ser deste livro, os "Ah-A moments" da Oprah, os "Ah-a moments" de algumas senhoras no público e os "Ah-A moments" de espectadoras que enviaram cartas a relatar como tinham sido influenciadas de alguma forma pelas experiências da Elizabeth Gilbert.
Confesso que estou desejosa \ curiosa para saber qual será o meu "Ah-A moment", e sobre quê já agora.
Se não der em nada, é ao menos uma boa desculpa para ir jantar ao Indiano com a certeza de umas boas gargalhadas à mistura.
A sangria é que não liga muito bem com caril, pois não?
Chegada à Índia
Desde que "cheguei à Índia", tenho feito um enorme esforço para mergulhar no mar de tranquilidade descrito por Liz. Juro que tenho. Repito, esperançada, as palavras sábias que poderão estabelecer a ligação directa entre a minha mente e uma qualquer ordem divina. Om (pausa) Namah (pausa) Shivaya (pausa). Om Namah Shivaya. Nada. Não acontece nada. Insisto. Om Namah Shivaya! Hello! Eu estou a pensar Om Namah Shivaya!
Nada vezes nada.
Decido continuar a ler. A conversa de Liz com a sua própria mente, durante a meditação poderia ser minha. Tentar não pensar em nada, para mim, não passa disso mesmo: tentar. A voragem da vida a vencer-me... e eu a tentar... não pensar. Até que, umas páginas depois, encontro o mantra que, tenho a certeza, irá fazer com que eu consiga meditar. Ham-sa. Ou melhor: Ham (a inspirar) sa (ao expirar). Agora é que vou mesmo conseguir!
Nada vezes nada.
Decido continuar a ler. A conversa de Liz com a sua própria mente, durante a meditação poderia ser minha. Tentar não pensar em nada, para mim, não passa disso mesmo: tentar. A voragem da vida a vencer-me... e eu a tentar... não pensar. Até que, umas páginas depois, encontro o mantra que, tenho a certeza, irá fazer com que eu consiga meditar. Ham-sa. Ou melhor: Ham (a inspirar) sa (ao expirar). Agora é que vou mesmo conseguir!
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